GuestBook

Dicas de Salsa

Antes de ir para a balada lembre-se de se alimentar corretamente, dar 'aquele' talento no visual e na higiene pessoal, e levar dois tipos de sapatos para dançar (um mais e outro menos aderente). #Falei!

Aulas de Salsa

Dicas de SEO

A escolha do domínio do seu site deve conter pelo menos uma palavra-chave importante para o seu negócio. Opte por um nome curto e de fácil memorização. #Falei!

SEO | SEM

Artigos, Matérias & Textos

Salsa | SEO & SEM | Comunicação Empresarial

Aqui você encontrará artigos interessantes escritos não apenas por Gustavo Lilla, como também por parceiros e colaboradores do Site. Para publicar (somente na íntegra) quaisquer dos artigos encontrados neste site, basta pedir autorização prévia e inserir os devidos créditos. Se você tem algum artigo relevante e deseja incluí-lo neste site, encaminhe por email para: gustavo@salsadesignseo.com.br

  • Pista, Show ou Sala de Aula
  • Outra Visão para o Mambo de NY

Pista, Show ou Sala de Aula - Onde está o seu Palco

por Gustavo Lilla

Muitos de nós já ouvimos, ou mesmo pensamos, ao observar uma pessoa arrasando e curtindo muito na pista de dança: “Uau! Que fantástico! Quero fazer aulas com ele (ou ela).”. Ou ainda, após assistir a um show de tirar o fôlego: “Vou ficar só esperando ela(e) sair do camarim, e quero ser o primeiro a tirá-la(o) pra dançar. O baile está garantido!”. Quantos de nós já não fizemos ‘aquela’ aula de babar, ficamos encantados com os professores(as), e mal conseguíamos conter a ansiedade em vê-los em ‘ação’ nos shows da noite? Esses são apenas alguns exemplos de como podemos interligar essas diferentes manifestações salseiras. O ponto é que muitas vezes essas nossas expectativas não são plenamente atendidas, e surge a frustração. Vamos tentar entender um pouco do porquê.

Acredito que a esses casos citados acima, aplica-se perfeitamente o tal do “Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa”. Um bom dançarino de baile não é necessariamente um showman, um bom professor não arrasa necessariamente na pista, e o dançarino performático nem sempre consegue dar uma boa aula. Existem inúmeros exemplos disso, e eu não estou aqui para favorecer um em detrimento do outro, e reconheço que há por sua vez raros exemplos de profissionais que se destacam realizando excelentes trabalhos em duas ou mesmo em todas essas áreas. Quem poderia ainda afirmar que é mais fácil, ou melhor, se apresentar do que dar aulas, dançar na pista do que fazer shows, e assim por diante? O fato é que todos temos nossos próprios talentos, e sabemos onde nos sentimos plenos e realizados. Tudo tem seus méritos, e requer habilidades muito diferentes umas das outras:

  • Dançar na pista, curtir o baile, cada música, fazer o seu parceiro(a) sentir-se especial independente do seu nível de dança não é fácil, e as pessoas que fazem isso com maestria são consideradas as mais queridas. São aquelas pessoas que todos e todas querem ter por perto. Sinônimos de diversão garantida na balada. Esse é realmente um dom para poucos, e a recompensa vem na forma de encantadores sorrisos e abraços durante e depois da dança.
  • Fazer um show não significa apenas executar uma coreografia. Tem que amar estar lá, sendo observado, admirado, idolatrado e muitas vezes criticado por toda aquela platéia. Ahhh a platéia… o showman ‘vive’ para essa platéia! Nasceu para encenar, e consegue tocar a todos com a sua interpretação. É uma mistura de ator/atriz com dançarino(a). Não importa se o show durou dois minutos ou duas horas, o showman sempre vai sair com um gostinho de “num acredito que já foi!”. E aí? Vai encarar? Se esse é o seu palco, aproveite os aplausos e capriche nos agradecimentos.
  • Ser um professor vai muito além de passar passos e movimentos a um grupo de pessoas. Vídeos na Internet existem às pencas, mas nada substitui o professor. O verdadeiro professor deve estar preparado para formar e informar dançarinos, sejam eles futuros profissionais, baladeiros ou mesmo pessoas que querem aprender a dançar sem pretensão alguma – todos merecem qualidade de informação. Um professor deve buscar incansavelmente o aperfeiçoamento da técnica, conhecer a história do que está ensinando, pesquisar tendências e estar familiarizado com metodologias de ensino. Deve estar preparado para responder às perguntas de alunos que muitas vezes parecem crianças de 4 ou 5 anos com os seus “mas por quê?”. É… dá trabalho, mas a satisfação de olhar um aluno na pista se divertindo, matando a pau numa apresentação, ganhando competições ou mesmo se tornando um professor compensa todo o esforço. Melhor ainda quando nos damos conta de que esse aluno nos superou… missão cumprida!

Tudo isso seria muito lindo, se não tivéssemos uma pressão do mercado (do meio) para que um profissional de dança seja “fera” em tudo. Como já disse acima, são raros esses casos, e então entra em cena o famigerado e tão conhecido “ego”. Como parte da construção básica da personalidade, ele é fundamental. No entanto, ao nos tornarmos escravos de seus caprichos, arriscamos nossas carreiras e relacionamentos no mundo salseiro. Certa vez, conversando com um dançarino, ele me perguntou: “Gustavo, se uma pessoa chega pra você e diz que não gosta da sua aula, que sua aula é ruim, como você reage?”. Eu respondi que não há problema algum em pessoas não gostarem do meu ou do seu trabalho, e que graças a Deus existem diversos profissionais, professores que trabalham com metodologias e técnicas diferentes. Eu tentaria identificar os pontos de divergência entre a minha aula e o que ele quer, e o encaminharia a algum professor que pudesse atendê-lo. No que ele me respondeu: “É, taí a nossa diferença. Se alguém me disser que não gosta da minha dança, eu vou fazer de tudo pra mudar e fazer com que ela passe a gostar”. Boa sorte…

Pois é, vamos combinar que ninguém nem nada é unânime, e que o melhor é sempre agir de acordo com a nossa natureza. Você não vê um pé de caqui deprimido porque queria dar bananas. Abrace o seu talento! Salseiro conhece-te a ti mesmo… suba no seu palco, seja autêntico… e divirta-se!

Outra Visão para o Mambo de NY

por Alexei Ramos

Entrevista com o fotógrafo Pablo Muñoz, realizada em fevereiro de 2006
Salvador. BA

Alexei & PabloComo Salvador talvez seja um dos maiores pólos turísticos do Brasil, sempre está sendo visitado por muitos turistas estrangeiros. Às vezes, eles estão ligados às cenas de salsa dos Estados Unidos, Europa, América Latina, etc. Foi assim que conheci Shaka Brown, em sua visita à Bahia. Essa semana, tive o prazer de conhecer uma outra pessoa muito interessante do cenário do Mambo de NY, mas não tão conhecido como Shaka: Pablo Muñoz. Mas quem vem a ser Pablo? Pablo Muñoz, 34 anos, nasceu na Guatemala e vive nos Estados Unidos há 21 anos. É um dos mais importantes fotógrafos das cenas da Salsa de NY. Talvez muitos de vocês já conheçam seu trabalho ou já devam ter visto uma de suas fotos. O site (www.mambon2.com), está um pouco desatualizado pois ele está trabalhando em um novo site para publicar seus trabalhos como fotógrafo, não só de mambo mas de outras categorias fotográficas. Nesse BLOG, na excelente matéria de meu amigo Gustavo Lilla, há uma imagem para ilustrar a matéria no início. Mostrando ontem para o Pablo o BLOG, ao ver a primeira foto da matéria ele disse: “esse sou eu dançando!” Curiosamente havíamos colocado uma foto de um futuro entrevistado nosso sem que soubéssemos! :-D Quando eu falei com Pablo sobre a entrevista, a primeira coisa que ele falou foi: “mas eu não sou nenhuma celebridade!”, alegando que o que ele talvez tivesse para nos dizer não fosse tão interessante. Ao final desta entrevista vocês talvez tenham a mesma certeza que eu de quão equivocado ele estava. ;-) A idéia inicial era fazer uma entrevista formal, mas a conversa foi fluindo tão naturalmente que vou colocar um pouco da forma que ele falou. Sua dificuldade e persistência em falar português fazem com que muitas vezes ele seja redundante, se repita, mas vou tentar “enxugar” essas partes, ok?

SalserosInc.: Como é o Mambo em NY hoje?
Pablo Muñoz: Se irei falar do cenário do Mambo em NY hoje, terei que falar como era antes para fazer o comparativo. Comecei a aprender mambo com Ismael Otero no final de 1997 e esta era uma época boa para o mambo em NY. Todas as pessoas tinham muito gosto em dançar, muita energia, todos os dançarinos freqüentavam os clubs de mambo, a exemplo de Seon, Frankie Martinez, Nelson Flores, Thomas Guerrero, dentre tantos outros que não consigo me lembrar o nome agora, freqüentavam as noites de mambo. Todos os dançarinos que hoje são grandes personalidades, famosos em todo o mundo, naquele tempo não eram tão famosos e eram como “social dancers”. Atualmente é difícil ver essas pessoas saindo para dançar em clubs de salsa, pois estão sempre viajando para trabalhar em outros países. Definitivamente não é como antes. Hoje existe uma nova geração de dançarinos muito bons e pode ser que eles façam com que as cenas do mambo sejam como antes, porém não posso ter certeza disso, pois não sou íntimo dos novos dançarinos. NY para mim sempre será a capital da salsa, não só porque eu moro lá, mas porque todos os melhores músicos latinos vivem em NY ou perto de lá e é natural que todos os bailarinos procurem a melhor música e estejam onde a melhor música está. Os melhores músicos latinos de Latin Jazz estão em NY. Mas acho também que os salseros de hoje em dia não ajudam a causa de expandir a música de hoje, apoiar os músicos latinos de hoje. Quando digo salseros, me refiro aos dançarinos e eles não gostam de música ao vivo. Não são todos, mas a maioria prefere dançar com música de DJ porque são as músicas clássicas de antes. Isso enfraquece o movimento da música. Antes de eu vir ao Brasil, infelizmente morreu David Malendez, organizador de grandes congressos de salsa como o de NY e o de Washington DC. Ele era uma pessoa muito alegre e muito envolvida com a salsa, com a expansão do movimento salsero e isso foi uma péssima notícia, porque não existem muitos produtores da música salsa em NY como ele, que dedicou sua vida inteira a esta causa. Não sei quem irá dar continuidade ao trabalho dele, mas como te disse anteriormente, não conheço a nova geração e estou seguro de que alguém fará o mesmo que ele fez.

SalserosInc.: Fale um pouco de seu trabalho como fotógrafo.
Pablo Muñoz: Como fotógrafo eu passei por muitas etapas em relação à salsa. Quando jovem, eu fotografava apenas as cenas de salsa. Eu fotografava apenas “social dancers” e todos me conheciam porque eu ia a todos os eventos e tirava fotos de todos os dançarinos. Nisso, eu falava para os dançarinos de meu website (www.mambon2.com) e explicava que as fotos deles seriam publicadas no dia seguinte. Eu fiz isso por mais ou menos 2 anos e então acho que eu era como o fotógrafo não oficial das cenas do mambo de NY. Essa foi a primeira fase, mas depois comecei a experimentar técnicas diferentes de fotografar, passei a registrar espetáculos de dança e música também. Como muitos dos eventos tinham banda ao vivo eu passei a fotografar músicos também. Nesses 7 anos que tenho como fotógrafo eu posso ter a certeza de que esse projeto de fotografar as cenas do mambo nunca terá fim. Agora eu estou concentrado em fotografias diversificadas, como retratos, paisagens, arquiteturas, etc. Eu amo a fotografia e qualquer coisa é interessante para mim. Eu sempre irei fotografar as cenas do mambo. Espero que algum dia as minhas fotos tenham algum valor, não que seja financeiro, mas um valor cultural e histórico para a salsa. Eu sei que muitos músicos de hoje não estarão conosco por muito tempo, então é importante registrar e dar-lhes seus créditos enquanto estão em vida.

Fotos: Pablo MuñozSalserosInc.: Qual a foto mais interessante e a que você mais gosta?
Pablo Muñoz: A primeira foto foi usada para a capa de um livro chamado “Mambo Peligroso”, escrito por uma dançarina de salsa chamada “Patrícia Chu”. O livro é um romance que fala de personagens que dançam salsa. No livro, ela descreve muitas coisas da cena do mambo com eventos, além de muitos personagens terem nomes de pessoas de verdade. Ela cita no livro celebridades do mundo da salsa como Eddie Torres, Jimmy Anton, entre outros. Ela descreve eventos que passam na vida de uma pessoa que começa a aprender a dançar e muitas mulheres que se apaixonam por professores. Ela mostra muitas fantasias femininas em relação aos homens que dançam bem e que por isso também seriam bons amantes. Acredito que ela conseguiu descrever tão bem essas fantasias femininas por ela estar inserida nesse contexto, ou seja, uma dançarina que aprendeu a dançar e provavelmente fantasiou que um de seus professores seria um bom amante. A segunda foto não tem uma história tão interessante quanto a primeira, mas para mim representa muitas coisas. Primeiro, mostra um lugar onde as cenas do mambo tem muitas histórias e foi muito querido por muito dançarinos: o El Flamingo. Acho que as melhores memórias da salsa ficaram nesse lugar que infelizmente não existe mais. Segundo, porque retrata outra fase de minha fotografia. Eu gostava muito de tirar fotos com a velocidade de cortina devagar, com os dançarinos em movimento (para aqueles que assim como eu, não sabem o que é isso, significa que é quando a máquina fotográfica fica com mais tempo com a cortina da lente aberta e registra um momento um pouco maior que quando ela abre e fecha rapidamente. É como se a foto capturasse o movimento). Também gosto muito do efeito criado, pois para mim é como uma pintura, principalmente para que pessoas que não podem pintar façam pinturas. :-D As duas pessoas que estão nessa foto são Ivona, belíssima dançarina e Eric Baez, ex-dançarino de Eddie Torres que agora vive em Orlando/Florida.

SalserosInc.: Fale de você como dançarino.
Pablo Muñoz: Eu sou um “social dancer” e atualmente eu não saio mais como antes para dançar. Antigamente eu dançava cerca de 4 vezes por semana, quando estava fazendo aulas, mas agora só preciso dançar uma vez por semana ou a cada 15 dias. Não é mais a mesma coisa para mim, mas sempre será parte da minha vida. Eu gosto de ir dançar em outras cidades onde a febre da salsa é muito forte porque me lembro que NY era assim no passado e isso me faz bem. Acredito que por ter chegado mais cedo em NY que no resto do mundo, hoje esteja acabando um pouco dessa febre da salsa e no resto do mundo está tão forte. Por isso que os melhores instrutores de NY estão dando aulas em todos os lugares do mundo, exceto NY. Talvez seja essa a razão. Eu prefiro acreditar que será uma febre novamente em NY também. Atualmente, dançar é uma atividade física, uma ginástica, porque os DJs em NY só conhecem uma velocidade de música (rápida). Quando quero fazer exercício, vou dançar mambo e sei que essa é uma opinião muito particular. Atualmente quando quero desfrutar uma boa música eu vou a festas cubanas onde a música é mais variada. Você pode dançar salsa rápida, moderada (que é minha favorita), chacha, timba ou qualquer outra coisa. Eu desfruto mais da variedade. Há um restaurante na Rua 106 de Spanish Harlem, em “El Barrio”. O nome do restaurante é “Fonda Boricua”. Esse é o lugar mais incrível de NY onde você pode entrar sem pagar e conviver com os maiores músicos da música latina de NY, como Chocolate Armeteros (trompetista), Frankie Vasquez (vocalista), Johnny Almendra (percussionista), Papo Luca (pianista), Pete Nater (trompetista), dentre outros não tão conhecidos e não menos incríveis. Todas as quintas eles se juntam para uma “Jam”, e desfrutam da música, tocando com muito sentimento apenas o que eles gostam de tocar realmente. É um lugar para músicos latinos e para os amantes da música latina, como eu. A energia desse lugar é incomparável. Ainda que não se possa dançar por ser pequeno e não haver espaço para isso, é o melhor lugar de música Latin Jazz.

É isso aí galera, tentei incluir também alguns trechos de conversas que tivemos fora da entrevista e que ficaram guardadas apenas em minha memória. Infelizmente nem tudo foi possível.


 

Salsa | Design & SEO by Gustavo Lilla ©2009